Laura Finochiaro chega com novo trabalho. Uma síntese madura do caminho percorrido. Estão aqui o romantismo, a doçura, a preocupação com o mundo, a vontade de dançar. Novas e antigas parcerias. Tom Zé referenda a empreitada com a arretada letra de "Duelo". O velho bardo diz que só Laura seria capaz de se colocar tão docemente num discurso tão pesado. Ela carrega no arranjo, mas a voz garante a leveza. Os efeitos eletrônicos estão aqui como mais um instrumento, uma ferramenta nas mãos de quem sabe fazer música. Laura usa esse recurso há muitos anos, é uma das pioneiras no Brasil. Também nesse d
Neste novo trabalho,Laura e faz do casamento do acustico com o eletronico o segredo do sabor de "modernidade" que permeia todo o disco.As parcerias quase improváveis como as de Tom Zé e Caio Fernando Abreu so vem acrescentar neste que é dos tres o melhor trabalho da cantora.
A cantora, compositora e instrumentista Laura Finocchiaro apresenta, em "Oi", um disco, ao meu ver, apenas mediano, onde mostra uma seqüência, às vezes entediante, de temas que falam basicamente do amor, sem grandes variações, a exceção da parceria de peso com Tom Zé. A produção é, sem dúvida, bem feita, os arranjos pecam um pouco pelo rebuscamento excessivo e a voz da intérprete é notadamente limitada, embora se adapte muito bem ao seu estilo de música. A eletrônica, espécie de assinatura musical de Laura, aparece com mais evidência em "Duelo" (Tom Zé) e "TV" e a releitura do clássico da Jovem Guarda "Menina Linda" merecia melhor formato. Laura arrisca ainda alguns versos em espanhol (precário, diga-se de passagem) em "Arco del Triunfo" e a faixa-título é a mais interessante do trabalho. Vale pela persistência.